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Comissão Própria de Avaliação

Avaliação Institucional

A avaliação das Instituições de Ensino Superior é o termômetro que permite confirmar o estado em que se encontram os atores e todos os elementos envolvidos no processo avaliativo. Ela tem um papel altamente significativo na educação, tanto que nos arriscamos a dizer que a avaliação é a alma desse processo.

No entanto, devemos ter o cuidado de não transformar a avaliação num exercício autoritário do poder de julgar, mas, totalmente ao contrário, pode e deve constituir-se num processo e num projeto em que os avaliadores e os avaliados buscam e sofrem uma mudança qualitativa.

Se as avaliações externas sob responsabilidade dos órgãos supervisores são importantes para as Instituições de Ensino Superior, maior importância ainda adquire um sistema de avaliação da própria instituição que envolva todos os seus atores, ou seja, professores, alunos, funcionários e corpo dirigente, comunidade externa, egressos e que privilegie a construção de uma identidade institucional e ao mesmo tempo assume a responsabilidade quanto a sua missão social de formação de futuros profissionais.

A FAETEL entende que mais do que um simples projeto de avaliação, devemos criar um projeto de avaliação qualitativo, que será acima de tudo progressista, pois será criado no interior da Instituição e, mais do que pelo conteúdo, o projeto de avaliação deverá ser guiado pela possibilidade que os membros envolvidos no processo tiverem de manifestar o seu ponto de vista, ou seja, demonstrar a capacidade de manifestação solidária e de organização.

A Nota Técnica de nº 08 CGACGIES/DAES/INEP, de 25 de fevereiro de 2013, institui um novo instrumento matricial organizado em cinco eixos que contemplam as Dez Dimensões do SINAES, conforme explicado abaixo:

 

EIXO 1 – Planejamento e Avaliação Institucional - Envolve a Dimensão 8 (Planejamento e Avaliações) mais o Relato Institucional que descreve e evidencia os principais elementos do seu processo avaliativo (interno e externo) em relação ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e os Relatórios da CPA;

 

EIXO 2 – Desenvolvimento Institucional – Contempla a Dimensão 1 (Missão e Plano de Desenvolvimento Institucional) e a Dimensão 3 (Responsabilidade Social);

 

EIXO 3 – Políticas Acadêmicas – Contempla a Dimensão 2 (Políticas para o Ensino e Extensão) e a Dimensão 4 (Comunicação com a Sociedade), bem como a Dimensão 9 (Políticas de Atendimento aos Discentes);

 

EIXO 4 – Políticas de Gestão – Contempla a Dimensão 5 (Políticas de Pessoal) e a Dimensão 6 (Organização e Gestão Institucional) e também a Dimensão 10 (Sustentabilidade Financeira);

 

EIXO 5 – Infraestrutura – Compreende a Dimensão 7 (Infraestrutura).

 

É importante destacar alguns pontos ressalvados pela Nota Técnica que envolve as políticas acadêmicas e de gestão, considerando principalmente:

 

 

  • Inovação tecnológica;

  • Cooperação internacional;

  • Empreendedorismo;

  • Atuação dos egressos.

  

A Avaliação Institucional divide-se em duas modalidades:

 

Autoavaliação – Coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) de cada instituição e orientada pelas diretrizes e pelo roteiro da autoavaliação institucional da CONAES.

Avaliação externa – Realizada por comissões designadas pelo Inep, a avaliação externa tem como referência os padrões de qualidade para a educação superior expressos nos instrumentos de avaliação e os relatórios das autoavaliações.

O processo de avaliação externa independente de sua abordagem e se orienta por uma visão multidimensional que busque integrar sua natureza formativa e de regulação numa perspectiva de globalidade.

Em seu conjunto, os processos avaliativos devem constituir um sistema que permita a integração das diversas dimensões da realidade avaliada, assegurando as coerências conceitual, epistemológica e prática, bem como o alcance dos objetivos dos diversos instrumentos e modalidades.